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Projeto Indicadores do Concreto » dezembro 22, 2017

Arquivos Diários: dezembro 22, 2017

Concreto Construção Inovação Tecnologia

Cimbramento: não se faz concreto armado sem esse aliado

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Sistema pode utilizar estruturas metálicas ou ser montado com madeira, o qual, atualmente, é o menos recomendado pelos especialistas

Cimbramento metálico: permite todo tipo de escoramento, e é o preferido pelos engenheiros

Resumidamente, cimbramento é um conjunto de estruturas provisórias em uma obra, e que auxiliam no escoramento de fôrmas para lajes, vigas e outros elementos de concreto armado. As peças sustentam o peso do próprio concreto, até que o material endureça e cumpra seu período de cura inicial. Metálicos ou de madeira, os modelos de cimbramento mais comuns são em formato de escoras, torres e vigotas.

Em edificações residenciais, o cimbramento com madeira ainda é o mais usado, por causa do custo menor, apesar da baixa durabilidade. Já as estruturas metálicas são recomendadas para obras mais complexas, quando o concreto é moldado no local. Um exemplo de cimbramento de alto desempenho foi aplicado na duplicação da rodovia Régis Bittencourt, no trecho da serra do Cafezal, onde as torres de sustentação chegaram a 25 metros de altura na construção de viadutos.

Os engenheiros da Comunidade da Construção – movimento ligado à Associação Brasileira de CimentoPortland (ABCP) – explicam as vantagens do cimbramento metálico, em relação ao de madeira. “As escoras metálicas possibilitam a desforma de todo o sistema de distribuição de cargas sem que a escora seja removida. Isso confere segurançacontra deformações impostas em idades baixas do concreto e a possibilidade do reaproveitamento das fôrmas e do vigamento de suporte”, descrevem.

Metal ou madeira?

Cimbramento em madeira: ainda é utilizado, mas limita-se cada vez mais a obras residenciais

e de carga, acabam gerando grande concentração de peças sob a laje escorada, dificultando o trânsito. Atualmente, por questões ambientais, todo cimbramento em madeira precisa ter certificação e selo verde, o que comprova que o material vem de reflorestamento e não de extração ilegal. Existem três tipos de cimbramento em madeira:
1. Troncos: sistema extremamente rudimentar e desaconselhável. O material é heterogêneo, as peças são disformes e a capacidade de carga é limitada. O ajuste de altura é extremamente difícil e o reaproveitamento é baixo.
2. Pontaletes: normalmente utilizam pinho de reflorestamento e certificado. Trata-se de um material mais homogêneo, apesar da capacidade de carga ser limitada. Dependendo da estrutura a ser escorada, há necessidade de uma grande quantidade de elementos.
3. Garfos: consistem em um conjunto de sarrafos, que permitem boa capacidade de carga a uma altura máxima de 4,5 metros. Acima disso, a estabilidade já se torna precária.

O projeto estrutural da obra – incluindo o tipo de concreto a ser usado, se armado ou autoadensável, por exemplo -, além do planejamento do canteiro e do custo, são fundamentais para definir o tipo de cimbramento que poderá ser usado na construção. No caso dos conjuntos metálicos, os mais usados são:
1. Escoras: boa parte das construtoras utiliza esse sistema, já que existem empresas especializadas em locação. A capacidade de carga é elevada e permite o uso em muitas obras.
2. Torres: usada em obras especiais, onde a carga transferida aos pavimentos inferiores é muito elevada ou o pé direito é muito alto.

Entrevistado
Reportagem com base no guia de cimbramento da Comunidade da Construção, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)

Contatos

dcc@abcp.org.br
www.comunidadedaconstrucao.com.br

Crédito fotos: Divulgação

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/

Construção Tecnologia

Exército dos EUA faz casas em 3D para desabrigados

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Tecnologia também permite construir instalações militares e, em breve, vai possibilitar erguer barreiras, cais e até pontes 

A primeira edificação impressa pela B-Hut 3D foi apresentada no final de agosto de 2017

As forças armadas dos Estados Unidos estão empenhadas no programa “Construção Automatizada de Estruturas Expedicionárias” (ACES, da sigla em inglês). Trata-se da construção de casas de concreto com impressão 3D, e que podem ser erguidas em 24 horas. Cada unidade mede 47m2 e o objetivo é atender situações de calamidade e de conflito, oferecendo moradias provisórias para desabrigados por situações climáticas extremas ou por guerras.

O equipamento que imprime as casas pode ser transportado em aviões e caminhões para qualquer regiãoe a vantagem é que a construção oferece melhor conforto e é mais durável que as tradicionais barracas. Em desenvolvimento desde 2013, no Construction Engineering Research Laboratory (Laboratório de Pesquisa de Engenharia de Construção) da U.S Army, o ACES também permite imprimir instalações para operações militares.

À frente do programa, o gerente do laboratório, Michael Case, afirma que o ACES está agregando novas demandas, as quais permitirão ao exército norte-americano não apenas imprimir edificações, mas barreiras, cais e até pontes. A impressora 3D, batizada de B-Hut 3D, foi desenvolvida em parceria com a NASA. Uma das características inovadoras, em relação a outras máquinas similares, é que o equipamento aceita agregados maiores.

Segundo Michael Case, é possível usar agregados de até 3/8’’ (polegadas). “Significa que a máquina pode misturar ao concreto boa parte dos agregados que ela encontrar no terreno em que a impressora for instalada. Isso amplia sua versatilidade e permite gerar estruturas com características mais robustas, sejam elas horizontais ou verticais. Além disso, alivia a carga de material de construção a ser transportada para pôr a impressora em funcionamento. Basicamente, só precisamos levar cimento”, afirma.

NASA quer tecnologia em Marte

Impressora 3D desenvolvida pelas forças armadas dos Estados Unidos pode ser transportada para qualquer lugar

Michael Case complementa que, para as forças armadas dos Estados Unidos, a capacidade de imprimir em 3D com concreto feito a partir de agregados de origem local reduzirá em mais de 60% a necessidade de transportar suprimentos extras em missões. “Projetos como este, estão abrindo uma nova porta para que os militares construam em qualquer lugar, reduzindo custos e mão de obra”, diz.

Paralelamente à impressora 3D para construir edificações, a US Army trabalha também no projeto X-FAB. Trata-se do emprego da tecnologia 3D para fabricar peças de reposição para equipamentos de defesa e veículos. O objetivo é reparar máquinas em qualquer lugar.

Para a NASA, a funcionalidade da impressão 3D é fundamental, já que ela entrou na parceria pensando no “Projeto Marte”. O plano da agência é levar uma tripulação ao planeta vizinho até 2030. Outro objetivo do programa ACES é viabilizar a impressora comercialmente. Por isso, o laboratório de engenharia estabeleceu um acordo de pesquisa e desenvolvimento cooperativo com a Caterpillar Inc. “Queremos disseminar a tecnologia que permite construir rapidamente e com segurança, e a impressão em 3D provou que é capaz de fazer as duas coisas”, relata Michael Case.

Entrevistado
Doutor Michael Case, Ph.D em engenharia mecânica e gerente do Construction Engineering Research Laboratory (Laboratório de Pesquisa de Engenharia de Construção) da U.S Army

Contato
Michael.P.Case@erdc.usace.army.mil

Crédito fotos: Mike Jazdyk

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br