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Categoria: Design

Arquitetura e Urbanismo Design Notícias do setor

Estúdio 41 ganha concurso da Codhab-DF para projeto do Setor Habitacional Pôr do Sol, em Ceilândia

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Três equipes de Curitiba, no Paraná, foram as vencedoras do concurso público de projetos de arquitetura e urbanismo para o Setor Habitacional Pôr do Sol, em Ceilândia, no Distrito Federal. O resultado foi divulgado na última sexta-feira (20) pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF).

Em primeiro lugar ficou o Estúdio 41, composto por Emerson José Vidigal, Matheus Fernandes, Gabriel Tomich, Daniela Moro, Martin Kaufer Goic, João Gabriel Rosa, Fabio Henrique Faria e Eron Costin. Segundo o júri a proposta se destacou “por apresentar quatro tipologias habitacionais que promovem a diversidade e dinâmica urbana, também demonstrada por meio recuos, varandas e aberturas. Além disso, assimilou o projeto à área consolidada, à medida que o pedestre passeia pela alameda diretamente abastecida pelos equipamentos urbanos, formando o caminho da vizinhança”.

O projeto conta com uma rua central de pedestres que facilita o acesso aos lotes de uso misto e os espaços livres, parque público, áreas de lazer e espaços comerciais.

A proposta do concurso era um projeto para a área desocupada capaz de oferecer até 4.963 habitantes e 1.518 unidades que não deixasse de oferecer sistema viário e cicloviário, estacionamentos, calçadas, acessibilidade e locação de mobiliário urbano.

Em segundo lugar ficou a equipe formada por Vitor Jun Takahashi, Marcelo Miotto, Leonardo Venancio, Felipe Sanquetta, Augusto Andrade De Oliveira, e Alexandre Kenji Okabaiasse. Já o terceiro lugar foi para o escritório Grifo Arquitetura, de Igor Costa Spanger, Eduardo Sinegaglia, Janaina Nichele, Rodolfo Luís Scuiciato, Aline Proença Train, Suzanna de Geus, Moacir Zancopé Junior, Luciano Suski, Fábio Domingos Batista e Taco Roorda.

Por fim foram concedidas menções honrosas para as equipes formadas por Roberto Zocchio Torresan, Alexandre Gil, Priscila Kakazu, Ana Carolina Pernambuco Campos, Caio Rodrigues Avila Jacintho, Pedro Meneghel e Fernando Botton de São Paulo e Bruno Ceccato Rossi, Djuly Duarte Valdo, Thais de Freitas e Letícia Sitta de Campinas, no interior de São Paulo.

A premiação é de R$ 60 mil para o primeiro colocado, além de ser contratado por R$ 4,38 milhões para a execução dos projetos executivos e complementares. Os premiados em segundo e terceiro lugares ganharão um R$ 30 mil e R$ 15 mil, respectivamente.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

Arquitetura e Urbanismo Construção Design

Edifícios-garagem: o estado da arte dos pré-fabricados

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Tipo de obra é um dos mais requisitados para a construção industrializada, por causa da funcionalidade e do baixo impacto ambiental

Aeroportos, shopping centers, centros de convenções e grandes condomínios têm algo em comum: edifícios-garagens. As estruturas construídas com pré-fabricados de concreto ocupam cada vez mais a cena urbana. Por dois motivos: oferecem conforto e segurança aos usuários e por causa da confiabilidade do sistema construtivo. A rapidez com que os prédios-garagens são construídos também favorece a opção pela tecnologia, que recentemente passou a contar com a ajuda de outra aliada: a ferramenta BIM, a qual estimula projetos para esse tipo de edificação.

Edifício-garagem do São Paulo Expo: área construída de 121 mil m² e volume de concreto pré-fabricado estimado em 18.300 m³

Atualmente, os edifícios-garagem estão entre as obras que mais aquecem o mercado de pré-fabricados de concreto no Brasil. Estima-se que, entre 2012 e 2017, mais de 50 prédios-garagem tenham sido executados ou estejam em construção no Brasil. A presidente-executiva da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), Íria Doniak, confirma o avanço deste tipo de empreendimento. “Certamente tem um bom potencial de crescimento, juntamente com os segmentos líderes de nosso ranking, que são indústrias, shopping centers, centros de distribuição e logística e varejo”, destaca.

Segundo a engenheira civil, as vantagens em se erguer edifícios-garagem usando a construção industrializada de concreto estão na eficiência estrutural, flexibilidade arquitetônica, versatilidade, uso racional dos materiais, conformidade com as normas técnicas, resistência ao fogo, baixo custo de manutenção e velocidade de construção. “Além disso, essas estruturas geram menor impacto ambiental. O fato de vencerem grandes vãos é outra vantagem, pois utilizando menos pilares a visibilidade interna dentro dos estacionamentos melhora”, explica Íria Doniak.

Carga e resistência

Aeroporto Afonso Pena, na região de Curitiba, ganhou edifício-garagem: tipo de obra movimenta mercado da construção industrializada

Desde que a carga seja especificada em projeto, os edifícios-garagem também podem receber caminhões, e não apenas veículos leves. Neste caso, as lajes alveolares precisam ter espessura adequada. Na Europa, edifícios-garagem aptos a receberem caminhões chegam a ter lajes com um metro de espessura. No Brasil, o usual são lajes variando entre 20 a 32 centímetros. Além disso, para receber veículos pesados, os edifícios-garagem precisam ter um projeto arquitetônico que contemple altura, inclinação das rampas e curvas para a movimentação dos caminhões. Também por questões de logística, o recomendável é que um edifício-garagem não tenha mais do que 10 pavimentos, ainda que não haja limites de andares sob o ponto de vista estrutural.

Íria Doniak também destaca que, no caso das estruturas pré-fabricadas de concreto, existem especificações que diferem das convencionais ou moldadas no local, por causa dos seguintes aspectos: as conexões que ligam os elementos estruturais e as situações transitórias (manuseio, transporte, armazenamento e montagem). “ABNT NBR 9062 – Projeto e Execução de Estruturas Pré-moldadas de Concreto – preconiza que, para liberar um elemento protendido, a resistência mínima deve ser de 21 MPa. No entanto, passados os 28 dias, esses elementos podem chegar até a 50 MPa, quando o projeto estrutural normalmente exige de 30 MPa a 35 MPa para edifícios-garagem”, explica.

Entrevistada
Engenheira civil Íria Lícia Oliva Doniak, presidente-executiva da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada do Concreto)

Contato
abcic@abcic.org.br

Crédito Fotos: ABCIC e Infraero

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/

Arquitetura e Urbanismo Concreto Construção Design Megaestruturas

Os 10 mais altos edifícios de concreto do mundo

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O material escolhido para a estrutura dos arranha-céus durante grande parte do século passado foi o aço. Porém, o sistema de tubos de Fazlur Rahman e a gana por construir edifícios cada vez mais altos e elaborados, levaram a uma mudança da tendência do uso de materiais.

O concreto possibilita, além de formas mais adaptáveis à imaginação dos arquitetos, uma estrutura com vãos livres maiores e consequentemente, mais espaço útil internamente do que os edifícios em aço.

Sendo assim, o site constructionweekonline.com listou os 10 maiores arranha-céus do mundo que tem seus principais elementos estruturais verticais e laterais e os sistemas de piso construídos a partir do concreto.
Confira detalhes dos gigantes:

1. Trump International Hotel & Tower
Altura: 423m – 98 andares
País: EUA
9º maior edifício do mundo

2.CITIC Plaza
Altura: 390m – 80 andares
País: China
12º maior edifício do mundo

3. Central Plaza
Altura: 374m – 78 andares
País: China
15º maior edifício do mundo

4. Almas Tower
Altura: 360m – 68 andares
País: Emirados Árabes Unidos
18º maior edifício do mundo

 

5. Shimao International Plaza
Altura: 333m – 60 andares
País: China
24º maior edifício do mundo

 

6. Q1
Altura: 323m – 78 andares
País: Australia
28º maior edifício do mundo

 

7. Wenzhou Trade Centre
Altura: 322m – 68 andares
País: China
29º maior edifício do mundo

 

8. Nina Tower
Altura: 319m – 80 andares
País: China
32º maior edifício do mundo

 

9. HHHR Tower
Altura: 318m – 72 andares
País: Emirados Árabes Unidos
34º maior edifício do mundo

10. Sky Tower
Altura: 312m – 74 andares
País: Emirados Árabes Unidos
36º maior edifício do mundo

Fonte: http://concreblog.com.br

Arquitetura e Urbanismo Design Megaestruturas

Nova York quer voltar a ter o maior prédio do mundo

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Projetado por um escritório grego de arquitetura, principal desafio do Big Bend não está na estrutura nem na fachada, mas nos elevadores

O projeto Big Bend (Grande Curva), idealizado pelo escritório de arquitetura Oiio, pretende voltar a fazer de Nova York a cidade com o maior edifício do mundo. Não em altura, mas em comprimento. O conceito é erguer duas torres de quase 600 metros de altura cada uma, interligadas por um arco, formando um “U” invertido. Segundo o projeto, a extensão da obra alcançará 1.219 metros, superando o Burj Khalifa, em Dubai (Emirados Árabes), que mede 879 metros e é atualmente o prédio mais alto do mundo.

Projeção mostra como as duas torres vão ocupar terrenos distintos em uma das regiões mais caras de Nova York

A área para construir o Big Bend já está reservada e localiza-se ao sul do Central Park, uma das localidades de Manhattan com o m² mais caro do mundo: a 57th Street. O arranha-céu vai ocupar dois terrenos na região conhecida como Billionaires’ Row. Esse é o nome que o mercado imobiliário de Nova York deu ao conjunto de edifícios residenciais e corporativos ultra-luxuosos que já foram construídos ou serão erguidos naquela região de NY.

O Big Bend será vizinho do One 57 (306 metros), concluído em 2014; do Central Park Tower (478 metros), em construção; do 111 West 57th Street (438 metros), em construção, e do Trump Tower (202 metros), inaugurado em 1984. Nenhum projeto, porém, agrega os conceitos incorporados pelo arquiteto grego Ioannis Oikonomou ao Big Bend. A começar pela área em que será empreendido. O edifício vai ocupar dois terrenos que estão ao lado de um prédio já construído.

Regras de zoneamento de NY

Somando a área do arco, Big Bend terá 1.219 metros de comprimento e vista para o Central Park

O escritório Oiio, que tem sede na Grécia, explica que a razão do projeto é para se adequar às leis de zoneamento da cidade de Nova York. “Há grandes restrições e a solução é maximizar a altura. Mas nossa área não permitia uma estrutura tão alta. Foi aí que pensamos: e se substituíssemos a altura pelo comprimento? Já que não podemos mudar as regras de zoneamento, podemos dobrar o projeto e criar um dos edifícios mais prestigiosos de Manhattan, que será também o prédio mais comprido do mundo”, diz Ioannis Oikonomou.

O desafio do Big Bend não está no projeto estrutural, que envolve a construção do arco interligando as duas torres. Muito menos na solução da fachada, que será toda envidraçada. O principal dilema foi resolver como os elevadores sairão de uma torre, percorrerão o arco e passarão para a outra torre, sem que o usuário tenha que fazer conexões ou sinta que está saindo de um percurso vertical – padrão dos elevadores – para uma trajetória em formato de parábola.

Com a tecnologia que está em desenvolvimento pela indústria fabricante de elevadores, os projetistas garantem que a solução já foi encontrada. “O que antes era considerado o maior desafio na história do elevador está finalmente se tornando realidade, ou seja, o equipamento poderá viajar em curvas, horizontalmente e em loops contínuos. O inovador sistema de mudança de rota permitirá a conexão das duas torres, através da parte superior do edifício”, comemoram. Alcançada essa solução, a expectativa é de que o canteiro de obras do Big Bend seja instalado em 2018 e que a obra seja concluída até 2022.

Entrevistado
Ioannis Oikonomou, do escritório de arquitetura Oiio (via assessoria de comunicação)

Contatos
info@oiio.gr
info@oiiostudio.com
www.oiiostudio.com

Crédito Fotos: Oiio

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/

Arquitetura e Urbanismo Concreto Construção Design Inovação

Arquiteto só deixa entrar concreto em seus projetos

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Kazunori Fujimoto faz parte da escola japonesa conhecida como “amigos do concreto”, e que se desenvolveu na Universidade de Tóquio

O arquiteto japonês Kazunori Fujimoto decidiu radicalizar. Em seus projetos, o único material permitido é o concreto. Especialista em construção de casas, ele vem assombrando a arquitetura mundial com seus conceitos. À exceção das esquadrias e dos vidros nas janelas, além das portas, nenhum outro material é usado, senão o concreto. “As paredes de concreto permitem criar um ambiente interno confortavelmente silencioso em espaços amplos. É isso que me faz preferir trabalhar com o material”, diz o arquiteto.

Do piso ao teto, Kazunori Fujimoto só trabalha com concreto

Outra predileção de Kazunori Fujimoto é construir residências de verão em praias japonesas, e também casas de campo. “São ambientes em que é possível explorar estruturas mais amplas, com visão panorâmica, e que permitem combinar requinte com simplicidade”, completa o arquiteto, que não dispensa o concreto nem no piso das casas que projeta. Sua preferência é pelo material polido. Além disso, ele também se diferencia ao desenhar as escadas de suas casas – geralmente construídas em dois pavimentos.

Apontado como sucessor de Tadao Ando, 74 anos – considerado o principal arquiteto japonês do período pós-guerra -, Kazunori Fujimoto, que completa 40 anos em 2017, faz parte da escola japonesa de arquitetura conhecida como “amigos do concreto”. Esse grupo se fortaleceu depois que a Universidade de Tóquio desenvolveu pesquisas para melhorar os desempenhos acústicos e térmicos do material, a fim de atender aos requisitos exigidos pelo governo japonês.

A Universidade de Tóquio trabalhou intensamente em um tipo de concreto em que a areia é substituída por cinzas vulcânicas – abundantes no país, ao contrário da areia de rio -, criando um material mais acessível financeiramente para projetos de residências. Além das pesquisas acadêmicas, o Japão possui também ateliês de arquitetos e engenheiros que se propõem a desenvolver materiais para a construção civil do país, abastecendo as inovações projetadas por nomes como o de Kazunori Fujimoto.

Casas perenes

Casa pensada para resistir a tsunamis tem telhado ondulado de concreto

Outro fator que induz Fujimoto a trabalhar intensamente com o concreto é o tipo de terreno em que é desafiado a projetar e construir suas casas. Na maioria das vezes, são espaços com desníveis acentuados. Essa característica dos terrenos também leva Kazunori Fujimoto a se concentrar em projetos com no máximo 100 m² de área construída. Outra especialidade do arquiteto é conceber casas que caibam em terrenos estreitos. Um de seus projetos mais destacados é a residência construída em Ropponmatsu – distrito de Fukuoka – em um terreno que mede 6 metros x 18 metros.

As casas de concreto de Kazunori Fujimoto também têm razão de ser por causa do intenso risco de abalos sísmicos e tsunamis no Japão. Seus projetos já contemplam esse tipo de acidente. Em Mihara, Hiroshima, o arquiteto projetou uma casa em que o telhado de concreto armado, com laje de 12 centímetros de espessura, tem formato ondulado para permitir que a água flua sobre ele. O objetivo é minimizar o impacto de tsunamis e preservar a estrutura. “Desenvolvemos projetos com o objetivo de que sejam perenes”, afirma Fujimoto.

Terrenos estreitos ou em desnível também estimulam projetos de casas de concreto de Kazunori Fujimoto

Entrevistado
Arquiteto Kazunori Fujimoto (via assessoria de imprensa)
Contatos
fujimoto@jutok.jp
www.jutok.jp
Crédito Fotos: Kazunori Fujimoto
Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/