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Categoria: Economia

Economia Notícias do setor

INCC-M começa 2018 em alta, divulga FGV

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O Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou dia 26/01 que o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) registrou alta de 0,28% em janeiro. O número é maior do que o apresentado no mês anterior (0,14%).

A parcela relativa a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de uma variação de 0,22% em dezembro para 0,59% neste mês. O grupo Materiais e Equipamentos teve alta de 0,64% em janeiro, contra 0,26% no período anterior. Ele é composto por quatro subgrupos, sendo que o de materiais para estrutura liderou com a maior taxa (0,75%). Já o grupo Serviços registrou um aumento 0,39% em janeiro, com destaque para o subgrupo serviços e licenciamentos, que subiu 0,91%. No mês anterior, a variação havia sido de 0,03% e 0,00%, respectivamente.

O índice referente à Mão de Obra, por sua vez, desacelerou. A alta foi 0,07% em dezembro para 0,03% em janeiro.

Com relação às cidades pesquisadas, seis apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador (de 0,15% para 0,18%), Brasília (de -0,04% para 0,27%), Belo Horizonte (de 0,18% para 0,19%), Rio de Janeiro (de 0,03% para 0,04%), Porto Alegre (de 0,10% para 0,37%) e São Paulo (de 0,08% para 0,34%). Por outro lado, Recife registrou desaceleração (de 1,13% para 0,48%).

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Fonte: PINIweb

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Indústria da construção chega ao maior nível de confiança desde fevereiro de 2013, aponta CNI

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A indústria da construção fechou 2017 com redução da atividade e do emprego, mas apresentou melhora em relação ao ano anterior. O índice de nível de atividade ficou em 44,9 pontos e o de número de empregados foi de 43 pontos em dezembro do ano passado. No mesmo mês de 2016, esses números eram de 37,9 pontos e 36 pontos, respectivamente. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última sexta-feira (26).

O Índice de Confiança do Empresário da Constrição (ICEI) subiu para 57,2 pontos em janeiro, o maior nível desde fevereiro de 2013. Isso mostra, de acordo com a pesquisa, que os empresários estão esperando o aumento do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, de compra de insumos e matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses.

Por outro lado, o índice de intenção de investimento caiu para 32,1 pontos em janeiro. Ele varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto esse valor, maior a propensão para investimento. O nível de utilização da capacidade operacional atingiu 58% em dezembro. Isso significa que o setor operou com 42% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados.

A pesquisa informa ainda que os empresários continuam insatisfeitos com situação financeira das empresas. Mas o grau de insatisfação é menor do que o registrado no fim de 2016. O indicador de satisfação com a margem de lucro alcançou 37 pontos no quarto trimestre de 2017 e ficou acima dos 31,7 pontos de igual período de 2016. O indicador de satisfação com as condições financeiras das empresas subiu de 36 pontos no quarto trimestre de 2016 para 39,9 pontos no fim de 2017.

A pesquisa da CNI também mostra os principais problemas enfrentados pela indústria da construção no quarto trimestre de 2018. No topo da lista, com 37,8% das respostas, aparece a elevada carga tributária. Em segundo lugar, com 29,8% das menções, os empresários citam a demanda interna insuficiente e, em terceiro lugar, com 27,4% das assinalações, está a falta de capital de giro. Em seguida, vem a inadimplência dos clientes, a taxa de juros elevada e o excesso de burocracia.

A sondagem foi realizada entre 3 e 16 de janeiro, com 528 empresas. Dessas, 173 são pequenas, 238 são médias e 117 são de grande porte.

Por Gabriel Gameiro

Fonte: PINIweb

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Construção monta grupo de coalizão para destravar setor

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Oito organismos ligados à cadeia produtiva trabalham em propostas para permitir a retomada do crescimento e a geração de empregos

Entidades que representam a Coalizão pela Construção estiveram com o presidente Michel Temer em dezembro de 2017. 
Crédito: CBIC

Dia 26 de janeiro de 2018, o grupo Coalizão pela Construção se reuniu pela primeira vez, em Brasília, com o objetivo de propor medidas emergenciais ao governo federal, a fim de destravar o setor e permitir a retomada do crescimento. A frente é formada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), Instituto Aço Brasil, Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) e pela Força Sindical.

Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, temas como licenciamento ambiental, paralisação de obras, insegurança jurídica, distratos e o novo marco legal do saneamento básico precisam ser enfrentados para que deixem de ser entraves ao desenvolvimento da construção civil. “A indústria da construção está à beira de um colapso. Se nada for feito, o setor, que é um dos grandes empregadores, pode continuar encolhendo e derrubando o PIB brasileiro”, alerta. “Não há economia que se sustente com um de seus principais segmentos fechando com 6% negativo, como foi o caso da construção em 2017. Sem investimentos e sem o desenvolvimento do setor não há crescimento sustentável”, frisa Martins.

Em 2017, a cadeia produtiva da construção civil chegou ao fim do ano com 42% de sua capacidade instalada ociosa. Da mesma forma, o potencial de gerar empregos do setor concluiu 2017 com apenas 42%. “Há que fomentar o investimento, criando as condições para que a iniciativa privada execute os projetos que os cofres públicos não mais poderão custear. É preciso não perder de vista o essencial: construção é investimento e não existe investimento sem confiança no futuro”, completa o presidente da CBIC, alertando que o setor não está pedindo a destinação de recursos nem incentivo por meio de desonerações. “A ideia é apresentar uma pauta para que o investimento volte”, resume.

Propostas

Em resumo, as medidas do grupo Coalizão pela Construção são as seguintes:

Mercado Imobiliário
• Ter uma solução imediata para a Caixa atender as regras de Basiléia, pois o banco detém 70% do mercado de crédito imobiliário.
• Manter o direcionamento dos recursos da poupança.
• Manter seleção do PMCMV (programa Minha Casa Minha Vida), retirando quem não atende as exigências.
• Fazer seleção complementar, tendo como foco projetos prontos para iniciar.
• Regulamentar o distrato
.
• Regulamentar a LIG (Letra Imobiliária Garantida)
 pela CVM.

Infraestrutura
• Liberar Imediatamente os projetos do PPI (Programa de 
Parcerias de Investimento)
• Agilizar o Programa de Concessões Municipais
• Publicar MP de concessão da manutenção de rodovias com baixo investimento (antigo CREMA)

Geral
• Propor reforma tributária que não onere quem gera emprego.
• Vincular a entrada de engenheiros e produtos estrangeiros à reciprocidade e à transferência de tecnologia, sem a exigência de financiadores e investidores brasileiros.
• Criar comissão interministerial estratégica para o setor da construção.

Medidas ao Poder Legislativo
• Aprovar o projeto de lei (PL 7.448/2017), do senador Antônio Anastasia, que trata de segurança jurídica.

Licenciamento Ambiental
• Aprovar o projeto de lei suplementar (PLS 441/2017), do senador José Medeiros, que fixa critérios para a paralisação de obras.
• Modernização da Lei de Licitações.
• Ajuste na Lei Geral da Microempresa.
• Tratamento diferenciado de licitantes (Empate Ficto).

Para Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o que o grupo Coalizão pela Construção faz é manter a tradição da indústria de levar questões propositivas ao governo. “Se com essas ações conseguirmos investir 5% do PIB podemos gerar 5 milhões de empregos. Para isso, não precisa de dinheiro do governo, mas apenas destravar o que impede o desenvolvimento”, finaliza Conz.

Entrevistados
Grupo Coalizão pela Construção 
(via assessoria de imprensa da CBIC)

Contato: ascom@cbic.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Economia Notícias do setor

Caixa volta a financiar moradias para classe média

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Banco retoma a linha de crédito Pró-Cotista, que oferece os juros mais baixos depois do programa Minha Casa Minha Vida 

Expectativa é de que crédito mais fácil gere mais vendas de imóveis novos e usados em 2018.

A Caixa Econômica Federal retomou dia 2 de janeiro de 2018 a linha de financiamento habitacional para quem está fora das faixas salariais contempladas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Chamada de Pró-Cotista, a linha de crédito atende trabalhadores que têm conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e que queiram adquirir casa própria até o limite de R$ 950 mil, para quem reside em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e R$ 800 mil para quem mora nos demais estados. Ovalor disponibilizado é de R$ 4 bilhões e vai financiar até 80% de imóveis novos e 70% de imóveis usados.

O Pró-Cotista é a linha de crédito imobiliário mais em conta depois do MCMV, já que o programa recebe subsídios. Ela oferece taxas de juros que variam de 8,85% ao ano a 7,85% ao ano, mas é um tipo de financiamento que exige algumas condições especiais. O contratante precisa ter pelo menos 36 meses de vínculo com o FGTS ou saldo em conta vinculada de pelo menos 10% do valor da avaliação do imóvel. Quem quiser obter o financiamento também não pode ser proprietário de imóvel no município onde mora ou trabalha, nem ter financiamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH)  em qualquer parte do país. Outro requisito é que seja cliente da Caixa, com débito em conta-corrente ou conta-salário.

A linha Pró-Cotista havia sido suspensa em junho de 2017, após todo o recurso disponibilizado para o ano passado (R$ 6,1 bilhões) ter sido utilizado. Foi também em 2017 que o banco reduziu para 50% o limite máximo de financiamento para imóveis usados. Até então, era possível financiar 60% ou 70% do montante, dependendo do tipo de linha de crédito contratada. Com o retorno do percentual maior, o mercado imobiliário acredita que haverá um reaquecimento, tanto por imóveis novos quanto usados. “São boas notícias para dinamizar o mercado imobiliário. No que se refere à retomada do Pró-Cotista, que atende basicamente pessoas de classe média, é importante destacar que os juros cabem no bolso do consumidor”, destaca Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Confiança retomada

Ainda segundo o economista, o mercado de imóveis novos também deverá ser impactado positivamente pela flexibilização do teto de financiamento de imóveis usados. “Muitas pessoas dependem da venda de um imóvel usado para comprar um novo. Com regras que facilitem o financiamento de unidades no setor secundário, esse comprador chega ao segmento de imóveis novos mais facilmente”, diz. De acordo com o Secovi-SP, os lançamentos de unidades residenciais fecharam 2017 com crescimento de 15% em relação a 2016. As vendas, por sua vez, tiveram aumento de 25%.

Para 2018, Petrucci prevê que o setor deve continuar crescendo, mas de forma moderada. “Boas notícias como essas, tanto a da elevação do financiamento pra imóvel usado como a volta do Pró-Cotista, melhoram índices de confiança. E confiança é a mola propulsora na decisão pela aquisição e pelo financiamento imobiliário. Com ela, empresários e consumidores se animam, movimentando mais o mercado”, diz. O economista ainda reforça que, embora a Caixa Econômica Federal esteja em um momento de transição em relação à sua estrutura de capital, para atender às regras de Basileia 3 (acordo internacional que tem como propósito garantir solidez ao sistema financeiro), não há grandes preocupações no curto prazo.

O acordo Basileia 3 exige que o banco tenha recursos próprios para realizar empréstimos. Por isso, na primeira semana de janeiro, o governo federal liberou um aporte financeiro de R$ 15 bilhões, oriundos do FGTS, para que a Caixa Econômica Federal reforce seu capital e possa movimentar suas linhas de crédito habitacional em 2018.

Entrevistados

  • Economista Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo) (via assessoria de imprensa)
  • Caixa Econômica Federal (via assessoria de imprensa)

Contato
aspress@secovi.com.br
impre​nsa@ca​ixa.gov.br

Crédito Foto: Caixa Econômica Federal

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/

Concreto Economia Meio Ambiente Sustentabilidade

Resíduo de concreto vira aliado do “pavimento verde”

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Estudo desenvolvido na UTFPR mostra que transformação de RCD em agregado para estradas vicinais gera ganhos ambientais e econômicos

Uso de resíduos da construção em rodovias rurais permite que empresas da construção e prefeituras atuem em conjunto

Um dos gargalos da construção civil no quesito sustentabilidade passa pela destinação do RCD (Resíduos da Construção e Demolição). Mas há soluções. Uma delas é apontada pelo engenheiro florestal Marcelo Langer, conforme pesquisa desenvolvida por ele na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O estudo mostra as vantagens do uso do RCD na pavimentação de estradas rurais. Na entrevista a seguir, Langer explica como. Confira:

O senhor desenvolveu um estudo em 2015 sobre o uso de resíduos da construção para pavimentar estradas rurais. Houve a aplicação prática da pesquisa?
O estudo que desenvolvi entre os anos de 2014 e 2015 foi o resultado de implantações práticas que desenvolvi ao longo de mais de 20 anos como gestor florestal. Especificamente, para o trabalho desenvolvido durante curso de especialização em Construções Sustentáveis na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), fiz a implantação e acompanhamento técnico por um ano em uma área florestal na cidade de Arapoti-PR, e em um condomínio residencial em São José dos Pinhais-PR. No primeiro, utilizei os Resíduos da Construção e Demolição (RCD) transformados em Agregados de Resíduos de Concreto (ARC) por meio de usina móvel. No segundo, utilizei os RCD transformados em Agregados de Resíduos Mistos (ARM) produzidos em usina fixa.

Em quais trechos das estradas rurais de Arapoti-PR o pavimento alternativo foi aplicado e quais ganhos foram obtidos?
Houve a aplicação em trechos de estradas florestais, estradas municipais e estaduais da zona rural. Também foi aplicado em trevos de acesso e saída de máquinas e veículos, além de levantamento da base de estradas, cabeceiras de pontes, construção de bueiros e outras estruturas de rodagem. Foi empregado ainda para a formação de base para estradas localizadas em terrenos de elevado acúmulo hídrico. No condomínio em São José dos Pinhais-PR, foi usado para a construção de estacionamentos, calçadas, quadras esportivas e áreas de lazer.

Destinação dos resíduos da construção para pavimentar estradas rurais gera ganhos ambientais e econômicos

E quanto aos ganhos obtidos?
Os ganhos foram os seguintes:
– Reaproveitamento dos resíduos, transformando-os em ARM e ARC, aumentando o ciclo de vida e atendendo aos princípios da sustentabilidade, economia circular e a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS)
;
– Redução da contaminação ambiental, da poluição sólida a ambientes rurais e urbanos, do uso de matéria-prima natural (cascalhos) e de custos operacionais
;
– Redução da perda de partículas sólidas dos leitos de estradas em períodos chuvosos e, como consequência, redução da contaminação dos rios e corpos hídricos
;
– Compatibilidade técnica, pois a capacidade de agregação dos materiais ARM e ARC às partículas do solo foi comprovada, gerando uma camada de cobertura resistente e adequada aos níveis de volume e carga de trafegabilidade
;
– Resistência dos ARM e ARC após um ano de fluxo intenso de veículos, tanto de passeio como de cargas pesadas, e também às intempéries climáticas.

Além da questão da sustentabilidade, quais as vantagens de se pavimentar estradas vicinais com resíduos da construção?
Normalmente, os RCD são materiais que geram custos para as empresas da construção civil, pois necessitam ser descartados corretamente em locais adequados e ambientalmente licenciados. Para isso, há taxas e custos de transporte e descarte. Utilizando o sistema de transformação dos RCD em ARM e ARC, se evitam os custos e passa-se a ter uma nova matéria-prima para um novo sistema produtivo. Em breve, os resíduos resultantes da construção e demolição deverão se tornar matéria-prima e oportunidade de negócios para muitas empresas no Paraná e no Brasil.

Os resíduos da construção são o calcanhar de Aquiles do setor, no que se refere à destinação. A aplicação dos resíduos para pavimentar estradas é a solução?
Os resíduos de qualquer setor produtivo se tornam problema quando não gerenciados e quando não é compreendido seu potencial econômico. Como exemplo, em um grande edifício residencial na cidade de São Paulo-SP, onde realizei o levantamento dos custos da gestão dos RCD para pagamento de taxas, serviços de transportes e uso de locais para a destinação final, o valor destes custos foi da ordem de 4 milhões de reais. Isso, sem considerar as perdas e desperdícios identificados no processo construtivo convencional. Por outro lado, as empresas agroflorestais têm custos anuais elevados para a aquisição de cascalhos e outros materiais de revestimento, a fim de assegurar a trafegabilidade das estradas rurais. Então, por que não promover este diálogo e integração entre o setor da construção civil, agroflorestal, governos e sociedade, por meio do uso dos RCD, ARM e ARC, que possuem custos inferiores à aquisição de outros materiais naturais com alto impacto ambiental e elevados benefícios socioambientais? O ganho é para todos.

É possível saber o quanto é necessário de resíduos para pavimentar um quilômetro de estrada vicinal?
Depende de várias condições. Entre elas, as condições do terreno, sua declividade, tipo do solo e do material a ser empregado, além de precipitação pluviométrica média no local, trafegabilidade, intensidade e volume de cargas, largura e classificação de uso do modal. Seria imprudente afirmar qualquer quantia, mas é possível fazer o seguinte exercício para um recapeamento simples, sem base e outras infraestruturas necessárias para a edificação correta e sustentável de uma estrada rural: em um modal de um quilômetro de extensão, com cinco metros de largura média, onde normalmente se emprega uma camada de 20 centímetros de material de cobertura, serão necessários mil metros cúbicos de ARM ou ARC para o recapeamento.

É possível estimar o volume de resíduos de construção e demolição (RCD) que é gerado no Brasil anualmente?
A indústria da construção civil, em seu processo produtivo, gera perdas estimadas em 150 quilos de resíduos por metro quadrado, e cerca de 75% dos resíduos gerados pela construção nos municípios provêm de descarte de reformas e demolições, geralmente realizadas pelos próprios usuários dos imóveis. A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) informou que em 
2014 foram coletados cerca de 45 milhões de toneladas de RCD, aproximadamente 55% de todo o Resíduo Sólido Urbano (RSU), apresentando aumento de 4,3% em relação aos volumes coletados em 2013. Em 2010, na cidade de Curitiba, segundo a secretaria municipal de meio ambiente, o volume de RCD foi de 2.400 t/dia (toneladas por dia). No Paraná o volume de resíduo da construção civil se aproxima a 17.000 t/dia. De acordo com o relatório de pesquisa setorial 2014/2015 da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (ABRECON), a produção de RCD é de aproximadamente 500 quilos por habitante/ano. Considerando a população brasileira em 2014, o volume de RCD gerado por ano no país é de cerca de 101.399.759 t/dia.

Marcelo Langer desenvolveu pesquisa sobre RCD na pavimentação de estradas rurais entre 2014 e 2015

Entrevistado
Doutor em engenharia florestal Marcelo Langer, com experiência em gerenciamento de operações, gestão de recursos naturais, florestais e engenharia de produção. Também é especialista em certificações ambientais, sociais e econômicas (FSC, ISO, LEED, Aqua)

Contato: malanger04@yahoo.es

Crédito Fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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